Vitória sentou-se na areia ainda morna, com o celular nas mãos, e digitou uma mensagem curta.
“Já terminei. Estou aqui perto da praia.”
Em seguida, enviou a localização.
Guardou o aparelho por alguns segundos e deixou o olhar vagar pelo mar. O vento trazia o cheiro salgado da água, misturado ao som constante das ondas. Respirou fundo, tentando organizar os pensamentos. O dia tinha sido longo. Emocionalmente longo.
Foi então que sentiu.
Não foi um som. Nem um toque. Foi a sensação incômoda