Vitória entrou no quarto de Rafael sem hesitar. Não havia mais a sensação de estar ocupando um espaço proibido. Depois da conversa na sala, tudo ali parecia menos pesado, menos emprestado. Ela fechou a porta atrás de si e, pela primeira vez desde que chegara àquele apartamento, sentiu-se mais leve.
Não era alegria. Era esperança.
A certeza de que, mesmo dentro de algo imposto, ainda existia espaço para diálogo, limites e escolhas possíveis.
Separou a roupa com calma, tomou um banho rápido e