A sala parecia mais exposta do que a biblioteca. Menos refúgio, mais confronto. Tudo ali era organizado, funcional, pensado para decisões — não para fuga. Vitória percebeu isso assim que se sentou no sofá. Não era um espaço de descanso. Era um espaço de negociação.
Rafael permaneceu de pé por alguns segundos, como se organizasse o que precisava ser dito. Depois, sentou-se de frente para ela, mantendo uma distância respeitosa, quase calculada.
— A gente precisa conversar sobre o casamento. — d