Vitória saiu de casa no fim da tarde. Não avisou ninguém. Não pediu permissão. Apenas deixou um recado vago com a avó e fechou a porta atrás de si. O som da fechadura ecoou como um corte seco, definitivo.
O trajeto até o local do encontro foi silencioso. Não colocou música. Não quis distrações. O coração batia compassado, pesado, como se cada batida fosse um lembrete da decisão que precisava tomar. Escolhera um lugar neutro. Não a cafeteria da última vez, não a empresa, não a casa de ninguém.