Clara
Acordei com o sol batendo direto no meu rosto como um holofote de interrogatório. Pisquei, tentando me situar. Esse… não era o meu quarto. O teto era mais alto, o lençol mais macio e com cor escura, e o travesseiro tinha aquele perfume amadeirado com um toque inconfundível de “parabéns, Clara, você se meteu numa enrascada”.
Meu cérebro apertou o play no filme da noite passada. E, em resposta, afundei o rosto no travesseiro. Sim, eu tinha feito aquilo. Me entreguei. De corpo, alma… e talv