Não sou mulher de ninguém
Ficamos em silêncio por um tempo. O vento soprava leve, balançando as folhas ao nosso redor, e eu podia sentir a dor dele pairando entre nós como uma sombra que ainda não havia se dissipado. Mas não era uma sombra que assustava… era humana. Real.
Elói apertou meus dedos com delicadeza, como se aquele simples toque fosse um pedido de permissão para continuar.
— Marina era meu oposto — ele começou, a voz rouca. — Sonhadora, intensa… fazia questão de viver cada dia