A chuva caía em cortinas densas, batendo no teto do hospital como uma percussão frenética. Dentro do quarto privativo, o som era abafado, mas a tensão era palpável.
Matheus olhava pela janela, seu rosto iluminado pelas luzes azuis de dois SUVs pretos que acabavam de estacionar na entrada de serviço.
— É hora de ir — disse, sua voz era uma ordem suave, mas inquestionável. — Este lugar não é mais seguro.
Olívia, sentada na cama com Léo dormindo em seu colo, ergueu os olhos. O soro havia sido reti