Do outro lado da porta do quarto de Nicolau, o silêncio pesava tanto quanto lá dentro.
Clara e Benjamin estavam imóveis, como estátuas, mas os olhares eram tensos, vidrados na madeira que separava seus ouvidos da voz grave e cansada do patriarca.
As palavras atravessaram a fresta da porta como lâminas afiadas:
“…não daqui a duas semanas… mas no próximo fim de semana. Três dias.”
Clara perdeu o ar por um instante. O coração disparou, um aperto quente subiu-lhe ao rosto. Voltou-se para Benjamin,