Mundo ficciónIniciar sesiónO que você faria se, após uma noite de amor, sua primeira noite de amor, o homem a quem você se entregou desaparecesse e, algum tempo depois, você descobrisse que está grávida? Claire Dawnson se viu nesta situação, com pais extremamente conservadores, sem nenhuma experiência e buscando uma única noite de diversão, Claire se entrega a um homem misterioso de quem ela sabe apenas uma coisa, o nome. Alexander foi o melhor amante que ela poderia ter, mas, no dia seguinte, ele já havia partido e, alguns dias depois, ela descobriu a gravidez. Sem suporte algum, pois seus pais a expulsam de casa, Claire conta com apenas uma pessoa, sua melhor amiga, Sarah. Cinco anos depois, agora uma renomada arquiteta e mãe amorosa de Theo, Claire é contratada por uma empresa muito poderosa e famosa do ramo de construções, a Blacke Enterprise. No entanto, no dia em que ela tem a primeira reunião com o poderoso CEO, Claire descobre que ele é, na verdade, Alexander, o pai de seu filho, primeiro e único homem com quem ela esteve na vida. O reencontro pode reacender a chama que sentiram na primeira e única vez que estiveram juntos? Claire vai continuar escondendo o segredo ou enfrentará o medo e contará a verdade?
Leer másTrês meses depoisO restaurante era discreto, aconchegante e charmoso, no alto de um prédio em Manhattan. As luzes baixas refletiam nas taças de vinho e a música ao fundo criava uma atmosfera leve, íntima, quase como se o mundo lá fora não existisse por algumas horas.Claire ajeitou a alça do vestido enquanto ria de alguma piada que Alexander acabara de fazer. O som da risada dela foi acompanhado pela de Sarah e Elanor, que estavam sentadas do outro lado da mesa, mais próximas do sofá estofado em veludo azul. A mesa redonda deixava tudo mais íntimo. Quatro taças, pratos quase vazios e sorrisos mais sinceros do que qualquer outro momento nos últimos tempos.“Eu ainda não acredito que a gente tá aqui”, Claire disse, olhando ao redor com um sorriso emocionado. “Depois de tudo… parece um sonho.”“É real”, Alexander respondeu, apoiando a mão na dela. “E merecido.”A empresa ia melhor do que nunca, o escritório de Claire e Sarah tinham grandes contratos e parecia que a vida finalmente havia
Nuvens espessas cobriam Manhattan naquela manhã, como se até o tempo respeitasse o luto da família Blake. Um vento frio soprava por entre os túmulos do cemitério particular onde os Blake costumavam enterrar seus entes queridos, discreto, elegante, afastado de tudo e de todos.Claire ajeitou o casaco preto sobre os ombros enquanto caminhava de mãos dadas com Theo. O menino estava sério, com os olhinhos fixos no chão de pedra e as bochechas rosadas pelo vento. Não havia perguntas, não havia medo, apenas silêncio.Alexander já estava parado ao lado do caixão, com as mãos cruzadas à frente do corpo. O rosto estava impassível, os olhos escuros mergulhados em algo que ninguém conseguia alcançar. Eleanor estava logo atrás dele, os braços entrelaçados ao de Sarah, e embora tentasse manter a compostura, a expressão dela estava devastada.Ao longe, Becky estava de pé, ao lado de sua mãe, apesar de toda confusão, ela tinha uma relação boa com Cora, e não podia não sentir a perda da mulher. Não s
O céu era limpo e azul acima das nuvens, e o som constante dos motores do jatinho preenchia o interior da aeronave com um ruído confortável. Após a tempestade dos últimos dias, aquela viagem de volta para Manhattan parecia quase surreal.Theo estava enroscado entre os pais, com a cabeça apoiada na barriga de Claire e os pezinhos esticados sobre a coxa de Alexander, ele não falava muito, mas seus olhos estavam mais tranquilos agora, mesmo com o resquício de medo ainda presente em seus traços delicados.Claire acariciava os cabelos castanhos do filho com dedos leves, olhando para Alexander por cima da cabeça do menino. Ele também a encarava, os olhos dizendo tudo o que ainda não haviam conseguido verbalizar.“Tá tudo bem, meu amor. A gente tá indo pra casa”, murmurou Claire, beijando a testa de Theo.O menino assentiu devagar, apertando os olhos por um segundo como se tentasse segurar as lágrimas.“Eu sonhei com a vovó ontem. Ela tava diferente… sorrindo”, disse com a voz baixinha. “Ela
O som do disparo ainda pairava no ar quando Cora caiu de joelhos, o corpo tremendo antes de desabar nos degraus da escada. Sangue escorria de seu peito, manchando o tecido elegante do blazer, agora tingido de vermelho vivo. O grito de Theo cortou o silêncio como uma lâmina.“Mamãeee!”O garotinho se soltou dos braços da avó, que agora não tinha forças para segurá-lo, e correu o mais rápido que suas perninhas permitiam, soluçando alto. Claire abriu os braços, o coração batendo tão forte que parecia querer escapar do peito. Quando o filho se jogou contra ela, Claire o envolveu em um abraço apertado, afundando o rosto nos cabelos bagunçados de Theo, aliviada por ter seu menininho nos braços novamente.“Meu amor… meu bebê… tá tudo bem, mamãe tá aqui…” sussurrou, as lágrimas escorrendo livremente enquanto ela o apertava contra si.“Eu fiquei com medo, mamãe… ela ia me levar… Por que a vovó fez isso com Theo?” Theo soluçava, agarrado ao pescoço dela como se nunca mais fosse soltar.“Eu sei





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