Saulo Prado
Eu entrei na sala de Frantesca com força, sem pedir licença, sem bater. Ela sequer se assustou. Estava sentada na cadeira giratória como se fosse dona do mundo, girando uma caneta entre os dedos, com seu sorriso cínico que me fazia querer quebrar alguma coisa.
- Tem ideia do que acabou de fazer? - soltei, minha voz soando mais rouca do que eu imaginava.
- Acalme-se, Saulo - ela respondeu, com o tom doce falso de sempre. - Só poupei sua... recepcionista de passar vexame. Achei que ag