Saulo Prado
Confiança. Era disso que eu falava.
Eu já estava prestes a gritar. Gritar sobre a chantagem ridícula, sobre a escolha dela em se afundar sozinha nisso tudo. Quatro semanas eram pouco? Me perguntei isso, encarando a mulher que estou namorando, à minha frente.
E então, do nada, ela se aproximou e me beijou.
Era trapaça.
Jogo sujo.
E ela estava trapaceando.
Senti sua mão envolver minha nuca, os lábios famintos, a língua dela, pela primeira vez, buscando a minha.
Um beijo quente, pro