Entre tonturas, promessas e mãos entrelaçadas
A madrugada se arrastava silenciosa pelo apartamento, densa como um suspiro preso na garganta. O som suave do ventilador girando no teto era a única música naquela penumbra calma, enquanto a cidade lá fora dormia indiferente. A luz fraca da rua invadia o quarto pelas frestas da cortina, desenhando sombras pálidas sobre as paredes.
Salvatore dormia de lado, com o rosto sereno e os traços finalmente relaxados, como se os fantasmas que sempre o ronda