O dia amanhecia lentamente sobre o hospital, tingindo os corredores de um cinza pálido. O som dos passos ecoava baixo, misturando-se ao leve bip dos monitores. Dentro da UTI, Rafael permanecia imóvel, o rosto sereno, respirando com a ajuda dos aparelhos.
Dona Helena estava ao seu lado, segurando-lhe a mão com ternura, como se o toque fosse capaz de trazê-lo de volta. Ao seu lado, Henrique observava em silêncio, o olhar cansado e o semblante preocupado.
— Ele parece mais tranquilo — murmurou