Eram cerca de 3h30 da madrugada. O corredor do hospital estava silencioso, apenas o som distante dos monitores e o eco dos passos ocasionais de enfermeiras quebravam o ar pesado da noite.
Na sala ao lado da UTI, Dona Helena permanecia sentada, com o rosto pálido e as mãos inquietas sobre o colo.
Ao seu lado, Gustavo, o médico e velho amigo de infância de Rafael, permanecia em silêncio respeitoso. O tratamento entre eles sempre foi de carinho — ela o chamava de “filho”, e ele a tratava com a