O hospital repousava sob o silêncio inquietante da madrugada. Pelos corredores, apenas o som distante dos passos das enfermeiras e o leve zumbido dos aparelhos ecoavam, quebrando o ar pesado da tensão.
No quarto de hospital, a penumbra envolvia o corpo inerte de Rafael, que respirava com a ajuda dos tubos e do compasso constante do monitor cardíaco.
Por dias, aquele som mecânico era o único sinal de vida que restava — até que algo, naquela madrugada, começou a mudar.
Um leve movimento perc