O carro serpenteava pela estrada estreita, ladeada por árvores altas que deixavam o sol brincar entre os galhos. O ar fresco das montanhas entrava pela janela entreaberta e bagunçava os cabelos de Isadora. Ela observava em silêncio a paisagem, como se tentasse gravar cada detalhe no coração.
No banco ao lado, Rafael dirigia firme, mas com uma serenidade rara. Uma das mãos controlava o volante, enquanto a outra permanecia entrelaçada à dela. Não havia música, não havia conversas longas, apenas a