Ronaldo
Enquanto observava o médico vir até mim, tentei não pensar em nada ruim. Torci para que tivesse boas notícias. Tinha que ser.
Margarida e meu filho precisavam estar bem.
O médico parou a poucos passos de mim e, só então, reparei no papel em suas mãos.
— Senhor Valvani? — ele confirmou meu nome, a voz firme, mas baixa.
— Sou eu. — minha garganta parecia em chamas. — Minha mulher… como ela está?
Ele respirou fundo antes de responder, e, naquele segundo, meu mundo inteiro pareceu parar.
—