Margarida
Acordei com uma inquietação estranha, como se o ar ao meu redor tivesse mudado de textura. Bastou um instante para perceber por quê.
Uma silhueta se destacava no escuro. Grande, imóvel, sentada em uma cadeira à minha frente. O corpo alerta, os olhos atentos, vigiando a noite como um guardião silencioso. Por um momento, meu coração acelerou... até que o reconheci.
— Meu Deus... — murmurei, aliviada. — O que está fazendo aí?
— Te observando — respondeu com suavidade.
— Você nã