Ronaldo
Margarida parecia mais calma, sem sinais de sobrecarga emocional. Era o momento certo. Eu não queria mais esconder nada dela — estava decidido: essa noite, eu contaria tudo.
Esperei por ela na sala. Íamos ao restaurante italiano do Luigi. À noite, o ambiente era mais reservado, acolhedor. Meu colega já sabia onde gosto de sentar, uma mesa afastada, longe do barulho e das pessoas.
Ouvi o som dos saltos no piso de madeira e, ao virar o rosto, lá estava ela. Descendo a escada com a el