Ronaldo
Assim que o primeiro traço do amanhecer riscou o céu, levei Margarida para dentro. O ar ainda carregava o frio da madrugada, e o silêncio da casa nos envolvia como um segredo. Eu a carreguei até o quarto, não permitiria que ninguém a visse daquele jeito — exposta, vulnerável, minha. Deitei-a com cuidado sobre os lençóis e me estiquei ao seu lado. Queria absorver cada minuto daquele momento antes que a realidade nos encontrasse.
Algumas horas depois, batidas apressadas na porta me ar