Ronaldo
Enquanto observava o médico vir até mim, tentei não pensar em nada ruim. Torci para que tivesse boas notícias. Tinha que ser.
Margarida e meu filho precisavam estar bem.
O médico parou a poucos passos de mim e, só então, reparei no papel em suas mãos.
— Senhor Valvani? — ele confirmou meu nome, a voz firme, mas baixa.
— Sou eu. — minha garganta parecia em chamas. — Minha mulher… como ela está?
Ele respirou fundo antes de responder, e, naquele segundo, meu mundo inteiro pareceu parar.
— Sua esposa e o bebê estão vivos — disse, pausadamente, como se soubesse que cada palavra precisava chegar até mim com clareza. — Mas precisamos agir rápido. Fizemos uma cesariana de emergência para salvar o bebê. Ele já está na incubadora, estável, mas os próximos dias serão cruciais para garantir que ambos fiquem bem. Sua esposa chegou com um sangramento, e essa foi a única forma de manter os dois em segurança.
Meu coração, que até então parecia um punho fechado no peito, finalmente bateu, ráp