Augusto
Estava no escritório de casa, encostado na poltrona de couro, enquanto Luísa caminhava de um lado para o outro. O estalar dos saltos dela no piso ecoava como um relógio, marcando o tempo que tínhamos para agir antes que Alexandre nos ultrapassasse de vez.
— Isso não pode continuar assim — disse ela, cruzando os braços e parando diante de mim. — Ele está avançando rápido demais, Augusto.
Concordei com um aceno, mas não tirei os olhos do copo de uísque que segurava.
— Eu sei disso, Luísa