63. Fragmentos de Silêncio
O dia amanheceu cinza.
E talvez fosse só coincidência, mas parecia que o céu combinava com o que havia dentro de mim.
Permaneci deitada por horas, encarando o teto, tentando encontrar um motivo para levantar da cama. O silêncio do apartamento era quase ensurdecedor. Nenhum som, nenhuma mensagem, nenhuma ligação.
Nada.
Kairos não ligou.
Não mandou uma mensagem sequer.
E por mais que eu quisesse fazer o mesmo — pegar o celular, digitar algo, qualquer coisa —, eu não consegui. Porque, no fun