O dia do casamento amanheceu como uma pintura a óleo de um céu de inverno – tons de cinza, branco e uma luz pálida que prometia chuva, mas se continha. No quarto principal da mansão Maliki, o silêncio era tão pesado quanto o brocado do vestido de noiva pendurado diante do espelho.
Maria estava sentada, já maquiada e penteada, uma estátua de porcelana fria. Lúcia movia-se ao seu redor, ajustando um detalhe aqui, oferecendo uma taça de champanhe ali, mas o usual bom humor da amiga havia sido su