O domingo em Madrid amanheceu com aquele sol preguiçoso, mas para mim, o descanso era um luxo que eu não podia me dar. Enquanto metade do Saint George provavelmente curava a ressaca das misturas proibidas da festa, eu estava no meio da sala, com o sofá já empurrado para o canto para abrir espaço para o meu tablado portátil.
O vídeo da Madame Volkova rodava na tela da TV conectada ao notebook. A voz dela, vinda diretamente da França, parecia me fulminar através dos pixels a cada repetição.
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