O quarto 402 estava silencioso demais. Silencioso do tipo que faz qualquer barulho parecer errado. Eu entrei devagar, como se o simples ato de abrir a porta pudesse quebrar alguma coisa. Ela estava ali. Deitada. A pele menos pálida do que antes. O monitor marcava um ritmo estável que eu não entendia, mas precisava acreditar. Ela estava respirando. Eu só percebi que estava prendendo o ar quando o soltei de uma vez. Idiota.
O médico tinha dito que ela estava bem e lúcida. Que os desmaios foram re