A noite já tinha engolido a cidade quando Maya voltou ao hospital. As luzes frias do corredor pareciam as mesmas de sempre, mas, depois do dia que ela tinha vivido, tudo parecia mais intenso. O salto dos sapatos batendo no chão ecoava junto com o cansaço que pesava nos ombros.
Ela passou pela recepção quase sem ouvir o “boa noite” da atendente. Já conhecia o caminho de cor. Corredor, elevador, ala da UTI. Cada passo a aproximava de onde realmente queria estar.
Quando abriu a porta do quarto, en