Arthur
Acordo antes que o sol ouse tocar a janela.
O quarto ainda é uma caixa de sombras, mas minha mente se recusa ao luxo do descanso. Não dormi; apenas flutuei em intervalos curtos, com a imagem dela e o cheiro de sândalo e baunilha presos nas narinas. O perfume dela ainda está no travesseiro, e isso me irrita mais do que a traição em si. É a persistência, a marca que se recusa a ser apagada.
Levanto-me.
O banho é rápido, frio demais para afastar o calor da raiva que me consome. Visto-me com