Eu sou uma peça no tabuleiro de Arthur.
— Você acredita que está em posição de decidir algo — ele diz, e um sorriso fantasmagórico toca seus olhos, mas não seus lábios. — É fascinante.
— Eu estou — retruco, a voz subindo um tom, carregada de adrenalina. — Porque eu não concordei com nada. Não há assinatura minha, não há memória. Se eu não lembro, Arthur, para mim isso nunca existiu.
— Exatamente.
A palavra cai entre nós como um corpo morto.
Ele se afasta dois passos, uma distância estratégica para retomar o controle absoluto do espaç