Heitor não se move imediatamente.
Ele continua parado exatamente onde está, as mãos nos bolsos da calça, os olhos em mim.
Ela sai. Ele respira fundo e me dá um sorriso triste. Será que ele desistiu de nós?
— Heitor! — Minha voz, um fio, o alcança antes que ele se vire completamente. Ele para, mas não se vira de imediato.
Ele se vira lentamente, os olhos azuis ainda carregados de uma emoção que ele tenta esconder. O ar entre nós é denso, pesado com as palavras não ditas, com o desejo que acabamo