Heloísa
O despertador toca, mas eu já estou acordada há horas. A madrugada foi um tormento, cada minuto revivendo o beijo, a rejeição, a mão dele no meu rosto, aquele toque paternal que me fez ferver de raiva. “Não banque o tio, Heitor!” Minhas próprias palavras ecoam na minha cabeça, e a frustração me consome. Ele me deixou ali, sozinha, com a fúria e a humilhação me queimando por dentro. Como ele pôde? Como ele pôde me tratar como uma criança, depois de tudo o que sentimos, depois de tudo o q