Arthur
Acordo com o grito. Não é alto. É desesperado. Um som rasgado, cru, que atravessa a casa no meio da madrugada e me arranca da cama antes mesmo de eu entender onde estou. Meu corpo reage antes de minha mente conseguir processar. Meu coração dispara, um tambor descompassado no peito. Meu instinto me puxa para fora da cama. Meu corpo se move como se tivesse vontade própria, como se soubesse exatamente o que fazer.
— Não!
O som vem do quarto dela. Do quarto que preparei. Do quarto que é meu.