Uma tela em branco onde eu pinto a minha vingança.
— Você não está sozinha — digo, antes de conseguir me impedir, a promessa escapando dos meus lábios.
Ela segura o cobertor com força. Seus dedos se apertam no tecido como se fosse a última coisa que a mantém presa à realidade, à sanidade.
— Pode… — hesita. — Pode ficar um pouco?
Não é um pedido calculado. É necessidade pura. É desespero puro. É a voz de alguém que está se afogando e me vê como a única tábua de salvação, o único porto seguro. E eu sou o próprio oceano que a afoga.
Hesito por um