Arthur
Eu volto para casa ao amanhecer. O sol nasce, mas a escuridão em minha alma permanece. Atravesso o living, e o cheiro de sândalo e baunilha me atinge como um abraço. Sei que Lívia está acordada. Sei que ela está esperando.
Sigo até meu quarto com o som de meus passos ecoando no piso. Eu sou o algoz, mas ela é a minha prisão. E eu não quero ser libertado. Quero que o tormento continue. Porque, no fundo, o ódio é a única forma que encontrei para amar.
Paro na porta do meu quarto.
A porta e