Lívia
Tenho acordado com esse vazio ao meu lado que pesa mais que o próprio corpo de Arthur. O espaço onde ele deveria estar está frio, a impecável travesseira intocada. Ele se foi há horas. A ausência dele é uma sentença, um lembrete silencioso de que, mesmo quando não está, ele ainda define os limites da minha cela.
No banheiro, o espelho embaçado reflete a imagem de uma noite que se recusa a ser esquecida. Não há vestígios físicos, mas a pele ainda guarda o calor do toque dele, uma evidência