Alessandro Vitali
— Como você está? Dormiu? — Luca me perguntou assim que me sentei à mesa do escritório.
O que eu poderia dizer a ele? Que a mulher que eu mantenho sob o meu teto foi o único remédio capaz de silenciar os demônios na minha cabeça? Que o calor do corpo dela foi mais eficaz que qualquer sedativo que o doutor D’Amico já me receitou?
— Estou ótimo! — Respondi, e um sorriso involuntário, quase estranho ao meu próprio rosto, surgiu.
Luca me encarou como se eu tivesse acabado de confe