Alessandro Vitali— Eu... — Ela tentou, mas a voz falhou.Ela estava em um estado deplorável, banhada em sangue, mas nem mesmo os ferimentos escondiam sua beleza. Vestia uma blusa de mangas compridas, agora reduzida a trapos. Após o esforço de tentar falar, seus olhos se fecharam. Toquei seu pulso: estava fraco, uma linha tênue entre a vida e a morte.— Chamem uma ambulância! Eu quero essa mulher viva! Se ela morrer, eu mato cada um de vocês! — gritei. Meus homens correram para cumprir a ordem.Senti um peso estranho no peito, uma sensação de perda que eu não sabia explicar.— Luigi, passe um pente fino no lugar e depois queimem tudo! — comandei.Momentos depois, trouxeram-me os pertences dela: uma mochila preta com roupas e documentos. Abri o passaporte.— Valentina Gonçalves... — pronunciei o nome, testando o sabor das sílabas em meus lábios. Era um nome forte, que combinava perfeitamente com ela.O que eles querem de você, menina?Eu precisava descobrir. Se ela tivesse informações
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