O ar no calabouço era úmido, pesado e impregnado de medo. As correntes retiniam a cada movimento dos presos, e o eco das gotas caindo no chão de pedra parecia marcar o tempo de forma cruel. Annabelle permaneceu sentada, abraçando os joelhos, tentando controlar a respiração. Seus filhos, Benjamin e Bernardo, ainda estavam desorientados, acordando aos poucos para a dura realidade do cativeiro. Andreas encostava-se na parede, olhos semicerrados, respirando profundamente, tentando manter a fúria so