O ar no calabouço era úmido, pesado e impregnado de medo. As correntes retiniam a cada movimento dos presos, e o eco das gotas caindo no chão de pedra parecia marcar o tempo de forma cruel. Annabelle permaneceu sentada, abraçando os joelhos, tentando controlar a respiração. Seus filhos, Benjamin e Bernardo, ainda estavam desorientados, acordando aos poucos para a dura realidade do cativeiro. Andreas encostava-se na parede, olhos semicerrados, respirando profundamente, tentando manter a fúria sob controle.
Azaleia, a híbrida que agora dividia o calabouço com eles, sentava-se um pouco afastada, apoiando as costas na parede fria. Seus olhos estavam cansados, mas brilhavam com determinação e dor contida. Ela olhou para Annabelle e Andreas, o semblante pesado de responsabilidade.
— Eu sei que vocês querem respostas. — começou, a voz baixa, mas firme — Mas precisam ouvir a história completa, para entender o que aconteceu… e por que estamos aqui.
Annabelle ergueu a cabeça, olhando-a com aten