Mundo ficciónIniciar sesiónQuando a tia de Odette a trancou em uma espécie de sanatório juvenil, para que pudesse ficar com o dinheiro do seus pais falecidos, o mundo parecia ter acabado pra ela. Lá, trancada, ela imaginou que sua vida tinha chegado ao limite. O que ela não tinha ideia, era do alfa quebrado que também tinha sido trancado naquelas paredes há muito mais tempo. Quando o alfa Cedric descobrir que sua companheira foi jogada lá dentro junto com ele, pode ser tarde de mais para que ela consiga escapar de suas garras.
Leer másToda vez que nossa vida dá uma guinada, uma tomada nova de rumo, as coisas parecem muito assustadoras a princípio, desde nos mudarmos para um novo lugar ou talvez só descobrirmos algo novo sobre nós mesmos. Eu mesma estava nesse paradoxo agora, onde tudo parecia empolgante e ao mesmo tempo muito aterrorizante. Eu sentia ao mesmo tempo um coração acelerado de pavor e também borboletas no estômago de alegria.Eu tinha voltado para a casa da minha tia, a um tempo atrás só para descobrir que ela e toda a graciosa família tinham saído em uma belíssima viagem em conjunto. Se em algum momento eu pensei que ela estaria um pouco chateada com meu desaparecimento e possível morte aos olhos de qualquer investigação policial, não foi isso que aconteceu. Pelo visto, ela não tinha nada para impedir que ela vivesse sua vida perfeita pelo que eu vi. Isso, não posso mentir o quanto isso me deixou chateada. Fiquei com raiva, com certeza, e muita raiva, o suficiente para decidir que não pretendo deixar
-Você não precisa - Ele me dá um beijo. - Nunca - Mais outro beijo. - Ter medo de me contar algo, ou de esconder seus demônios de mim. - Uma trilha de beijos que iam do meu rosto até as minhas clavículas. Suas mãos percorreram minha cintura em um aperto firme. Ele encostou sua testa na minha por um momento entre essa chuva de beijos. - Eu vou caçar cada um deles e fazê-los se arrepender, e os que eu não puder, por fazerem parte de você, eu vou adorar com a dedicação de um bom devoto. Seu rosto estava muito perto do meu e sem saber como reagir, eu fecho os meus olhos para não precisar encarar os seus, sinceros e profundos. -Nada no mundo te faria escapar de mim ou me faria pensar diferente, será que você ainda não entendeu? - Ele afasta nossos rostos por pouco tempo, e depois resolve continuar seu caminho de trilhas de beijos, e dessa vez começa a descer um pouco mais. -Eu estou começando…mas é difícil. - Eu digo e abro meus olhos mais uma vez. Ele ainda me olhava com o mesmo olhar.
-Bom, as coisas não estavam tão ruins pra quem olhasse do lado de fora, mas pra mim sempre pareceu que tinha alguma coisa errada com tudo ao meu redor. Eu nunca me senti no controle de mim mesma. Noites de sonambulismo e terrores noturnos que pareciam reais a ponto de que poderiam me engolir inteira mesmo depois de eu estar acordada, tinham virado rotina. Eu não fiquei quieta com isso, contei o máximo que pude do que estava acontecendo para a minha tia, mas nada que eu sentisse que iria fazer ela me olhar mais torto do que o necessário. Eu contei pra ela que ouvia algumas vozes e via pessoas que não estavam que eu sabia que não estavam lá de verdade. Mesmo contando isso a ela por minha vontade própria, eu realmente não esperava a reação que ela teve. Ela nunca foi muito carinhosa ou próxima de mim. Como eu tinha contado, nunca nem mexeu um dedo para me ajudar quando seu ex marido porco me batia. Mas naquela hora eu vi uma coisa em seus olhos, como se ela estivesse reconhecendo algo em
Eu respiro fundo, uma e duas vezes, na verdade mais tentando adiar a minha história. Cedric deve ter percebido isso mesmo sem que eu tenha dito nada, pois seus olhos me encararam com intensidade. Ele não fala absolutamente nada, apenas espera que eu tome iniciativa de começar. E eu enfim tomo essa porcaria de iniciativa, já estava mais do que na hora.-Antes de eu entrar no Boa Esperança, nada nunca tinha sido às mil maravilhas. Meus pais foram mortos num incêndio quando eu tinha…uns cinco anos, eu acho? Eu não me lembro muito bem. Só sei que fui morar com a minha tia. Ela já tinha 4 filhos na época, 3 deles mais velhos do que eu, e estava no seu quinto marido. Eu sempre aprendi que nunca poderia reclamar muito abertamente de qualquer situação de vida que eu tenha me metido,sempre me falavam pra ser grata por tudo e qualquer coisa, e que não importa o quanto o dia tinha sido ruim, sempre deveríamos nos sentar à mesa, rezar e agradecer por termos mais um dia, já que uma quantidade absu
Último capítulo