“Há noites que não dormem — elas apenas olham de volta.”
— Ditado entre as cortesãs da Cidade-Ilha de Mirlêa
A fumaça de kahve dançava em delicadas espirais, como véus de uma antiga deusa, perfumando o pequeno aposento com notas de cardamomo e carvão. A mesa era de madeira gasta, o chão, frio como os olhos dos senhores que vinham e partiam com moedas entre os dedos e segredos nos bolsos.
Lunara, de olhos cor de mel e expressão distante, segurava a pequena xícara como se ela pudesse aquecer algo