“Nem todas as árvores têm raízes no chão — algumas fincam-se nas lembranças.”
— Ceiba, guardiã das árvores sagradas e mãe da floresta
Entre o sussuro das folhas, a lua deslizava pelo céu como um olho atencioso e antigo, lançando sua pálida prata sobre as copas cerradas da floresta. Sob seu véu translúcido, Ceiba caminhava, os pés descalços tocando a terra com a leveza de uma oração.
Cada passo fazia-se prece. Cada folha sob seu calcanhar era memória.
Ela não patrulhava.
Ela comungava.
Cercada