A névoa rastejava sobre o pântano como dedos de um espectro invisível. O cheiro de terra úmida e musgo antigo impregnava o ar, conforme a brisa fria carregava sussurros distantes, vozes do passado que jamais haviam encontrado repouso.
Tupã movia-se sem esforço pelo terreno traiçoeiro, seu corpo biônico absorvendo cada impacto, cada passo na lama, cada gota de umidade que caía de folhas encharcadas, seus olhos reluzindo com um brilho azulado, cortando a penumbra como faróis espectrais. Mas, mesm