O frio.
Era a primeira coisa que Kaena sentiu. Um frio que não pertencia a este mundo.
Não era o vento cortante das montanhas, nem a umidade sufocante das cavernas. Era algo além – uma ausência absoluta de calor, um vazio que drenava qualquer vestígio de vida.
Ela abriu os olhos. Mas tudo o que havia era escuridão.
Não, não escuridão – sombras. Vivendo, sussurrando, retorcendo-se como vermes dentro de um cadáver recém-aberto.
Kaena tentou se mover, mas não havia solo sob seus pés. Seu corpo flu