Cap.61
O silêncio de Magnus era quase palpável, uma muralha de contenção que parecia vibrar contra a minha pele. Ele não falava, não se mexia; apenas me observava com aqueles olhos âmbar que, sob a luz do escritório, pareciam ouro derretido. O coração me traía, batendo contra as costelas em um ritmo frenético que eu tinha certeza que ele podia ouvir. Por um instante, o pânico de ter ido longe demais me atingiu, mas foi logo substituído por uma sensação estranha e inebriante: a admiração.
Mesmo