Cap.60
A CONFISSÃO
O escritório de Magnus estavamos mergulhado em silêncio.
Não o silêncio confortável de um ambiente vazio, mas o silêncio pesado de quem está cansado, de quem já passou horas demais olhando para números e palavras e planilhas que se recusavam a fazer sentido.
Magnus analisava uma pilha. A caneta enluvada passava linha por linha, acompanhada pelos olhos âmbar que não perdiam um detalhe.
Eu analisava a outra.
Eram quatro da manhã.
Nenhum dos dois dormia há horas.
Meus olhos doí