Cap. 7A notícia ainda ecoava na cabeça dela.Azael na televisão, sorrindo, triunfante. Melina ao lado dele, linda, radiante. A legenda.Maelyn apertou os olhos com força, mas a imagem não saía. Ficava ali, gravada na mente como um ferro em brasa.Ela levantou da cama.O quarto era pequeno, Cama estreita, cômoda simples, uma janela que dava para os fundos da mansão. Nada do luxo do primeiro quarto. Nada do tapete macio, dos lençóis de seda, do banheiro com mármore italiano.Magnus a rebaixara, e ela aceitara.Ela começou a andar pelo quarto. Passo lento, doloroso, mas firme. As pernas doíam, os joelhos reclamavam, mas ela continuou.Dez passos. Vinte. Cem. Quando as pernas fraquejaram, ela se apoiou na parede e continuou. Quando o fôlego faltou, ela parou, respirou fundo, e recomeçou.Os médicos disseram que o movimento era essencial. Que o corpo precisava reagir. Que o peso, aquele peso maldito, só iria embora com suor e determinação.Maelyn suava. E estava determinada.Vou sair daqu
Ler mais