O ambiente na Companhia de Dança era de uma calmaria enganosa, como o olho de um furacão. O som dos cascos da guarda de Kane ainda ecoava nas pedras do lado de fora, mas dentro do quarto de Anne, o silêncio era pesado, interrompido apenas pelo som da água sendo despejada em uma bacia de latão.
Cedric estava parado junto à janela, vigiando a rua através de uma fresta nas cortinas de veludo carmesim. Sua mão, ainda trêmula pela adrenalina do confronto com Jhon, apertava o parapeito de madeira.