Valério entrou na sala com passos silenciosos, uma prancheta nas mãos e uma expressão neutra no rosto. Seus olhos, sempre atentos, repousaram sobre a jovem sentada no canto da cama — corpo encolhido, olhos vermelhos, a respiração ainda trêmula pela saudade.
Ele não disse nada de imediato. Sentou na poltrona branca de couro ao lado da cama. O som quebrou o silêncio: um leve estalo da prancheta sendo aberta.
— Já que você quer entender, Laysla... deixa eu te mostrar o que eu sei sobre você.
Ela e