Henry atrapalha nosso momento.
Termino meu banho devagar, deixando a água escorrer pelo corpo como se pudesse lavar junto cada pedaço de ansiedade. Pego a calça, visto a cueca e saio do banheiro ainda secando os cabelos com a toalha. O quarto parece vazio. Helena não está ali. Só a porta da varanda aberta denuncia onde ela pode ter ido. O vento da floresta invade o ambiente com cheiro de terra molhada e resina, carregando também um pouco de calma.
Vou até lá. Vejo-a de costas, apoiada no parapeito, os cabelos soltos balançan