Ele me protege.
Viro-me de repente e, à minha frente, está um homem que não reconheço. O cheiro dele não pertence à nossa alcateia. Seu olhar é pesado, insistente, como se me conhecesse ou estivesse tentando decifrar cada pedaço meu. Ele dá um passo à frente e tenta se aproximar. Rania, minha loba, rosna baixo dentro de mim, pronta para saltar, e eu deixo o som escapar pela garganta para avisar que não estou para brincadeira.
— Nossa, lobinha, meu chefe vai ficar muito feliz quando souber que eu te encontrei —